Espontaneidade

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Hoje, a caminho do trabalho observando um avó com sua netinha no ônibus, fiquei a refletir:

– Em que momento de nossas vidas perdemos a nossa espontaneidade?

Quando criança é tão mais fácil demonstrar nossos sentimentos. Uma criança quando gosta fala, minha afilhada aos dois anos sempre demonstrava o seu amor, o Eu te amo saia sempre natural de sua boca, hoje aos cinco ela ainda fala mas com menos frequência.

Outro dia estava no SESC e um garotinho de aproximadamente  3 anos passou, olhou para um senhor ao lado e disse: Não gosto do seu bigode. Não que seja correto deixar uma criança falar isso para todo mundo; elas precisam ser ensinadas sobre ações de boa convivência. Mas é preciso ensiná-las com um meio-termo, nem tão permissivo e nem tão opressivo.

Quando crescemos nos distanciamos mais dos nossos pais, falar um Eu te amo, dar uma abraço, fazer um carinho parecem gestos de vergonha, o que não devia ser. No trajeto do nosso desenvolvimento vamos ficando mais independentes e com isso nos distanciamos mais dos nossos pais e familiares, mas é preciso que essa essência não se acabe por inteiro. A vida é tão curta e quando menos esperamos já estamos de saída.

Que aquela menininha do ônibus tenha essa espontaneidade por mais tempo e que nós adultos possamos reaprender a ser mais espontâneos.

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